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Wiki Sítio do picapal amarelo

Emília

Redirecionado de Emilia

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Emíliapp.jpg

Emilia2007.jpg

Emilial.jpg

Emília
Informação de Fundo
Filmes
Programas de Televisão Sítio do Picapau Amarelo (2001)
Sítio do Picapau Amarelo (série animada)
Video-Games
Interpretado por Isabelle Drummond (2001-2006)
Tatyane Goulart (2007)
Isabella Guarnieri (2012-2016)
Voz
Inspiração A boneca de retalhos de O Mágico de Óz
Informação da Personagem
Nome Completo Emilia Encerrabodes de Oliveira
Outros nomes Boneca de Pano
Personalidade
Aparência
Aniversário Ela nunca cresce
Ocupação Boneca de Narizinho
Afiliações
Objetivo
Casa Sítio do Picapau Amarelo
Família Narizinho (melhor amiga)
Animais de Estimação
Amigos Turma do Sítio
Inimigos Cuca, Iara
Gosta De contar história, De brincar de diversas coisas
Não Gosta De ser subestimada, De esperar
Poderes e Habilidades
Armas Pó de Pirimpimpim (não necessariamente)
Destino
Citações
Emily.jpg

Isabela Drummound em 2006

Emília Encerrabodes de Oliveira, ou simplesmente Emília, é a protagonista da franquia Sítio do Picapau Amarelo, criado pelo escritor Monteiro Lobato.

Ela é uma boneca de pano feita pela Tia Nastácia, que possui vida própria e que fala e anda como uma menina de verdade. Nesses anos todos, Emília deu muita alegria não só ao pessoal do sítio, como também ao público. Emília é uma das personagens principais das obras infantis de Monteiro Lobato.

AparênciaEditar

Emília muda de aparência varias vezes nas temporadas antigas de 1977 a 1986 do sítio, Emília tinha um vestido típico de bonecas de pano antigas, cabelo de tecido grosso, e o rosto amarelo.

Na série de 2001 quando o sítio voltou pra TV, Emília tinha que ficar moderna, então colocaram na boneca um vestido de remendos amarelo e vermelho, uma fita verde escura na cabeça, nariz vermelho e cabelo de fiapos de lã fino com merxas vermelhas, laranja e amarelas, diferente das Emílias anteriores. Esse visual com certeza definiu a sua aparência. Em 2006, Emília mudou: seu cabelo cresceu, seu rosto ficou definitivamente branco, não tinha mais seu nariz vermelho, não usava mais a fita no cabelo, seu vestido como o das Emílias de 1977-1986 é de boneca antiga. E em 2007, com a reforma da série, a Emília esta um novo vestido baseado no mesmo só que com um visual antigo.

O visual da série animada de 2012 é totalmente inspirado na série de 2001, tendo ela um laço e as cores Vermelho e Amarelo.

Sobre e Características Editar

Emília, na trama criada por Lobato, foi feita por Tia Nastácia pra Narizinho. Nasceu muda como qualquer boneca, mas Narizinho quis que ela criasse vida Então foi "curada" pelo Dr. Caramujo, que lhe deu pílula falante. Emília, então, desembesta a falar: "Estou com um horrível gosto de sapo na boca!". Narizinho, preocupada, pediu ao "doutor" que a fizesse vomitar aquela pílula e engolir uma mais fraca. Mas o doutor Caramujo explicou que aquilo se chamava "fala recolhida", que não podia mais ficar "entalada". Ela é conhecida por volta e meia "abrir sua torneira de asneiras", principalmente quando quer explicar algo de explicação difícil ou justificar uma ação ou vontade. Além de falar muito, também costuma trocar os nomes de coisas ou pessoas por versões com sonoridade semelhante.

Em muitas histórias, ela troca de vestido, é consertada ou é recheada novamente. Narizinho também faz e refaz suas sobrancelhas (segundo Reinações de Narizinho) e seus olhos (que são de retrós e por isso arrebentam se Emília os arregala demais). Ela é capaz de andar e se movimentar livremente, porém muitas vezes é tratada por Narizinho como uma boneca comum e é "enfiada no bolso".

Por ser uma boneca, embora evolua, Emília pode cometer impunemente pecados infantis como birra, malcriação, egoísmo, teimosia e espertezas. Diz o que pensa e quando leva bronca, finge que não é com ela, não teme nada, apronta todas e é cheia de vontades.

Em A Reforma da Natureza, ela inventa um "livro comestível": "(...) Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (...) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas, lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado." Através da boneca, Lobato expressa a ideia de leitura prazerosa.

Livre de obrigações sociais impostas pela educação à criança, é ela quem melhor se define: quando Visconde lhe perguntou que criatura ela era, respondeu:"Sou a independência ou Morte".

É uma menina muito inteligente, bonita e divertida. Não é nem um pouco tímida e pode conhecer e ficar amiga de pessoas rapidamente. Todos gostam de conversar e ficar perto da boneca.

Em carta dirigida a Godofredo Rangel, Lobato declarou:

"Emília começou uma ridícula, feia boneca de pano, dessas que nas quitandas do interior custavam 200 réis. Mas rapidamente evoluiu, e evoluiu cabritamente - cabritinho novo - aos pinotes. E foi adquirindo tanta independência que, não sei em que livro, quando lhe perguntaram: 'Mas que você é, afinal de contas, Emília:' ela respondeu de queixinho empinado: 'Sou a Independência ou Morte.' E é. Tão independente que nem eu, "seu pai", consigo dominá-la."

Dentro das histórias do sítio, Emília foi biografada pelo Visconde de Sabugosa. Todo cheio de conhecimento enciclopédico, ele aproveita para dizer umas verdades sobre a boneca: "Emília é uma tirana sem coração. (...) Também é a criatura mais interesseira do mundo. (...) Só pensa em si, na vidinha dela, nos brinquedos dela".                                               

OrigensEditar

Lobato travara contato com as ideias pedagógicas de Anísio Teixeira, e por elas se entusiasmara. Torna-se grande amigo do educador baiano, e há sérias razões para se acreditar que a personagem nada mais era que uma brincadeira entre ambos - já que "Emília" era como se chamava a esposa do pedagogo.

Diversos bonecos falantes permeiam a literatura infantil, desde Pinóquio. Sem dúvida, a literatura de L. Frank Baum deve ter influenciado Lobato, como todos aqueles que lhe foram pósteros e se aventuraram na escrita infantil. O Espantalho e até mesmo "The Patchwork Girl of Oz" certamente foram bases sobres as quais nasceu Emília.

Uma boneca em especial existe no conto russo "A Bela Vasilissa". A personagem título do conto é possuidora de uma boneca abençoada por sua mãe, que ganha vida ao ser alimentada. Quando a menina acaba prisioneira da bruxa Babayaga, a pequena boneca a ajuda a executar os trabalhos impostos pela feiticeira, e mais tarde a ajuda a escapar, pois a feiticeira tinha aversão a objetos e pessoas abençoados. Curiosamente, a personagem Vasilissa, assim como Narizinho também se casa com um rei ao final do conto.

Diversos autores consideram Emília como um alter-ego do Autor. Nela, Lobato exprimiria, muitas vezes, suas próprias opiniões que, por contrariarem o senso comum da época, foram colocadas na boca de uma criatura cuja índole era irresponsável e que, por ter enchimentos de macela, falava sem pensar. "A Emília é infernal", bem definiu Lobato: "Quando estou batendo o teclado, ela posta-se ao lado da máquina e quem diz que eu digo o que eu penso?".

GaleriaEditar

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