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Emilia

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Emilial.jpg
Emília
Informação de Fundo
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Programas de Televisão
Video-Games
Interpretado por Isabela Guarnieri
Voz
Inspiração A boneca de retalhos de O Mágico de Óz
Informação da Personagem
Nome Completo Emilia Encerrabodes de Oliveira
Outros nomes Boneca de Pano
Personalidade
Aparência
Aniversário Ela nunca cresce
Ocupação Boneca de Narizinho
Afiliações
Objetivo
Casa Sítio do Picapau Amarelo
Família Encerrabodes de Oliveira
Animais de Estimação
Amigos Narizinho Rabicó visconde Pedrinho
Inimigos Cuca Iara
Gosta
Não Gosta
Poderes e Habilidades É uma boneca nunca cresse
Armas Pó de pirimpimpim (não necessariamente)
Destino
Citações

Emília é a protagonista do sitio do pica pau amarelo.

Ela é uma boneca de pano com vida fala como uma menina anda como uma menina ,nesses anos todos de sitio emília deu muita alegria ao sítio.Emília é uma das personagens principais da obra infantil de Monteiro Lobato, na série relacionada ao Sítio do Pica-pau Amarelo.

AparênciaEditar

Emília muda de aparência varias vezes na primeira temporada do sítio , 1977,emília tinha um vestidinho daquelas bonequinhas de pano antigas, cabelo de tecido grosso, e o rosto amarelo com o retorno do sítio na TV em 2001 , emília tinha que ficar mais modernosa então colocaram nela um vestido de remendos ,amarelo e vermelho,uma fita na cabeça um narizinho vermelho, diferente da emília anterior emília agora tem o cabelo de lã , fino e só das cores vermelha, amarela e laranja em 2006 emília muda de novo seu cabelo cresse, seu rosto é branqui ceado, agora emília não tem mais seu nariz vermelho, não usa fita no cabelo seu vestido como o da emília de 77 é de boneca antiga em 2007 emília este mais gordinha com outra roupa.

Sobre e características Editar

Emily.jpg
Emília, na trama criada por Lobato, foi feita por Tia Nastacia para a menina Narizinho. Nasceu muda e é curada pelo doutor Caramujo, que lhe receitou uma "pílula falante". Emília, então, desembesta a falar: "Estou com um horrível gosto de sapo na boca!". Narizinho, preocupada, pediu ao "doutor" que a fizesse vomitar aquela pílula e engolir uma mais fraquinha. Mas, explicou Caramujo, aquilo era "fala recolhida", que não podia mais ficar "entalada". Ela é conhecida por volta e meia "abrir sua torneirinha de asneiras", principalmente quando quer explicar algo de difícil explicação ou justificar uma ação ou vontade. Além de falar muito, também costuma trocar os nomes de coisas ou pessoas por versões com sonoridade semelhante. Emília é uma boneca de pano, recheada de macela. Em muitas histórias, ela troca de vestido, é consertada ou é recheada novamente. Narizinho também faz e refaz suas sobrancelhas (segundo Reinações de Narizinho) e seus olhos (que são de retrós e por isso arrebentam se Emília os arregala demais). Ela é capaz de andar e se movimentar livremente, porém muitas vezes é tratada por Narizinho como uma boneca comum e é "enfiada no bolso".

Por ser uma boneca, embora evolua e vire gente, Emília pode cometer impunemente pecados infantis como birra, malcriação, egoísmo, teimosia e espertezas. Diz o que pensa e quando leva bronca, finge que não é com ela. Não teme nada, apronta todas e é cheia de vontades.

Thumb emilia.jpg

Em A reforma da natureza, ela inventa o "livro comestível": "(...) Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. (...) O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas, lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado." Através da boneca, Lobato expressa a ideia de leitura prazerosa.

Sendo uma boneca,nunca cresce,porém de acordo com "O Saci" ela tem 1 ano junto com Visconde e Rábicó.

Livre de obrigações sociais impostas pela educação à criança, é ela quem melhor se define: quando Visconde lhe perguntou que criatura ela era, respondeu: "Sou a independência ou Morte".

É uma boneca/menina muito inteligente,bonita e divertida.Não é nem um pouco tímida e pode conhecer e ficar amiga de pessoas rapidamente!Todos gostam de conversar e ficar perto dela!

Em carta dirigida a Godofredo Rangel,Lobato declarou:

"Emília começou uma ridícula,feia boneca de pano,dessas que nas quitandas do interior custavam

200 réis.Mas rapidamente evoluiu, e evoluiu cabritamente - cabritinho novo - aos pinotes. E foi

adquirindo tanta independência que, não sei em que livro,quando lhe perguntaram: 'Mas que você

é, afinal de contas, Emília:' ela respondeu de queixinho empinado: 'Sou a Independência ou Morte.'

E é. Tão independente que nem eu, seu pai, consigo dominá-la."


-----  Monteiro Lobato, in: Barca de Gleyre. 14ª ed. Brasilience. S. Paulo. 1972).                                               


Dentro das histórias do "Sítio", Emília foi biografada pelo Visconde de Sabugosa. Todo cheio de conhecimento enciclopédico, ele aproveita para dizer umas verdades sobre a boneca: "Emília é uma tirana sem coração. (...) Também é a criatura mais interesseira do mundo. (...) Só pensa em si, na vidinha dela, nos brinquedos dela".

OrigensEditar

Lobato travara contato com as ideias pedagógicas de Anísio Teixeira, e por elas se entusiasmara. Torna-se grande amigo do educador baiano, e há sérias razões para se acreditar que a personagem nada mais era que uma brincadeira entre ambos - já que "Emília" era como se chamava a esposa do pedagogo.

Diversos bonecos falantes permeiam a literatura infantil, desde Pinóquio. Sem dúvida, a literatura de L. Frank Baum deve ter influenciado Lobato, como todos aqueles que lhe foram pósteros e se aventuraram na escrita infantil. O Espantalho e até mesmo "The Patchwork Girl of Oz" certamente foram bases sobres as quais nasceu Emília.

Uma boneca em especial existe no conto russo "A Bela Vasilissa". A personagem título do conto é possuidora de uma boneca abençoada por sua mãe, que ganha vida ao ser alimentada. Quando a menina acaba prisioneira da bruxa Babayaga, a pequena boneca a ajuda a executar os trabalhos impostos pela feiticeira, e mais tarde a ajuda a escapar, pois a feiticeira tinha aversão a objetos e pessoas abençoados. Curiosamente, a personagem Vasilissa, assim como Narizinho também se casa com um rei ao final do conto.

Diversos autores consideram Emília como um alter ego do Autor. Nela, Lobato exprimiria, muitas vezes, suas próprias opiniões que, por contrariarem o senso comum da época, foram colocadas na boca de uma criatura cuja índole era irresponsável e que, por ter enchimentos de macela, falava sem pensar. "A Emília é infernal", bem definiu Lobato: "Quando estou batendo o teclado, ela posta-se ao lado da máquina e quem diz que eu digo o que eu penso?".

A irreflexão é a principal marca da boneca mais famosa da Literatura Brasileira. Suas "asneiras" dão-lhe encanto próprio, graça que fizeram-na deixar o papel a que estava destinada, como personagem secundária, para ser uma das principais - a principal, ao menos para os leitores, curiosos para saber o quê ela irá aprontar.
— Monteiro Lobato,


Monteiro Lobato, A personagem ganhou livros quase que inteiramente lhe dedicados.

GaleriaEditar

EmilionaEditar

Reinações de Narizinho - 200105:15

Reinações de Narizinho - 2001

Memórias da Emília - Vídeo 2 - 197803:56

Memórias da Emília - Vídeo 2 - 1978

Sítio do Picapau Amarelo 2001 - Emília começa suas memórias05:12

Sítio do Picapau Amarelo 2001 - Emília começa suas memórias

Episódio final do Sítio do Picapau Amarelo (2006)00:00

Episódio final do Sítio do Picapau Amarelo (2006)

Sitio do Picapau Amarelo 2007 Emília Reforma a Natureza!03:10

Sitio do Picapau Amarelo 2007 Emília Reforma a Natureza!

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